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Análise económica da FC Porto SAD

Tópico em 'Sociedade Anónima e Desportiva' iniciado por Nuno90 a 3 Jul 2011.

  1. Adriano17

    Adriano17 Lucho #

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    Futuro é apostar mais na formação.
    Diogo Costa, Leite, Queirós por ex
     
  2. João Rodrigues

    João Rodrigues Portista

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    A questão económica dos clubes está mal explicada e é muitas vezes exagerada de propositado.

    Alguém aqui estuda ou estudou economia, gestão de empresas? Se existir sabe explicar isto melhor do que eu que sou um simples campónio curioso com o 9º ano, se é que isso significa alguma coisa.

    A regra de qualquer grande negócio é nunca trabalhar com o seu dinheiro, mas sim o dinheiro do banco. Essa é a maneira inteligente de o fazer, é assim que fazem todos os grandes magnatas do imobiliário e por aí fora. Perguntem ao Trump :wink1:.

    Por norma a regra é: A quantidade de dinheiro que deves ao banco tem de ser metade do valor do teu negócio. Obviamente ninguém segue essa regra a 100%. Com esta maneira de agir para além de salvaguardares o teu negócio de penhoras e afins, porque primeiro manda o banco e depois tudo o resto, o banco vai zelar pelo que é teu porque é bom para os dois lados, se alguma coisa te acontece eles não são pagos.

    Por isso enganem-se quando ouvem algum clube a dizer que quer pagar toda a sua divida aos bancos, não querem. Simplesmente querem estar na zona segura, que foi onde o FC Porto não esteve, ou não está, e tem de equilibrar contas para voltar a estar.

    O conceito de divida no futebol e no negócio está muito mal entendido, eu sou capaz de apostar que qualquer grande clube não compra nenhum jogador sem pedir crédito, mesmo tendo o dinheiro.
     
  3. Tio Hans

    Tio Hans Administrador
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    Há muito tempo que não lia tanta barbaridade junta.
     
    Malés gosta disto.
  4. João Rodrigues

    João Rodrigues Portista

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    Então temos aqui um economista. Explica lá então. Onde estava o disparate:
    • A regra de qualquer grande negócio é usar o dinheiro do banco
    • Todos os grandes no ramo imobiliário o fazem
    • A quantidade que deves ao banco é normalmente 50% do valor do negócio
    • Os bancos tem a primeira palavra em caso de penhora
    • Todos os clubes não querem pagar a sua divida
    • Nenhum grande clube compra jogadores com investidores se tiver o dinheiro.
    Não sei se o que disse se adequa ao futebol mas é comprar e vender activos logo não deve de ser muito diferente, mas que se usa no imobiliário usa, e isso eu sei do que falo que é a vida do meu pai e foi a vida do meu avô antes dele.

    Vou dar o exemplo do Trump que toda a gente conhece. Ele fez 600M$ só no ano passado, só ao Deutsche Bank deve 130M$. A maior critica durante a sua campanha era o dinheiro que devia aos bancos.
     
    #2064 João Rodrigues, 9 Jan 2018
    Última edição: 9 Jan 2018
  5. Tio Hans

    Tio Hans Administrador
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    O problema é que o negócio do imobiliário não se compara em nada ao futebol, nem à maioria dos outros negócios. O cu neste caso não tem nada a ver com as calças, mas já lá vamos.

    Tu só te deves endividar enquanto os custos de te endividares (i.e. juros) forem menores do que os benefícios que obténs com o dinheiro que te emprestaram.

    No caso do imobiliário, é normal que se recorra fortemente ao endividamento. É uma indústria que requer muito capital e cujos rendimentos só se obtêm no fim. Ou seja, é necessário ter muita disponibilidade financeira para aguentar o barco antes do fim da obra. Só aí é que se recebe o dinheiro. Nos clubes de futebol é totalmente diferente. A maioria das receitas estão definidas e são recebidas ao longo (ou até no início das épocas). Direitos televisivos, prémios desportivos, receitas de bilheteira, lugares anuais, quotas, publicidade. Não há nenhuma razão aparente, com excepção de obras estruturais (como um estádio ou um centro de treinos) para que um clube se endivide.

    Quanto à questão do montante de dívida à banca em função do "valor do negócio", seja lá o que isso for, é um disparate. Os negócios são todos diferentes, e querer criar uma regra para isso não cabe na cabeça de ninguém que saiba do que está a falar. Mas agradeço-te que me apresentes dados objectivos que comprovem a tua teoria.

    Quanto às penhoras, conceito que tu também pareces desconhecer, achas que os bancos emprestam dinheiro sem garantias? Se não cumpres com o estabelecido com o banco, o mais normal é mesmo haver, por lado, penhoras ao património da empresa e, por outro, se houver avales dos sócios, irem em cima do património dos mesmos.

    Se tu um dia fores gerir uma cadeia de supermercados com essas teorias nem tens tempo de te sentar à secretária. És despedido na hora.

    Aqui estamos totalmente de acordo.

    Eu dir-te-ia que estás totalmente errado.
     
  6. João Rodrigues

    João Rodrigues Portista

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    Mas isso é em todo lado, se pedes dinheiro e quando pagares o que deves não tiveres rentabilizado para o qual pediste empréstimo, até esse ponto estás a perder dinheiro.

    Isso já depende do que estivermos a falar, se comprares um conjunto de casas geminadas semi-acabadas, ou um pequenos complexo de casas, como se vê nas zonas de praia, restaurares e fizeres uma residencial, estás a lucrar até venderes mais caro do que o que compraste. Se não venderes torna-se um negócio a longo-prazo ou simplesmente um mão negócio. E aí acredita que não existe grande ciência, a regra é comprar o local envolvente esse nunca consegues mudar. Não consegues mudar a vizinhança. Eu falo por mim, por exemplo. Tenho uma casa para restaurar não muito longe do Hotel Vale de Rio em Palmaz, Oliveira de Azeméis, era uma zona muito sossegada, tem boa paisagem natural, o rio Caima, mas desde que fizeram um café mesmo à frente dessa casa que baixou o preço de venda, não digo metade mas talvez lá perto. Além de estacionarem à frente de 3 janelas frontais, o barulho e a paisagem frontal da casa nunca mais é a mesma. Agora só me resta que apareça um tolo e fique com ela.

    Não sei, pergunta a Ben Mallah da Florida, a Grant Cardone ou ao próprio Donald Trump de Queens que deve pouco menos de metade do seu net worth. Basicamente pergunta a qualquer investidor que tenha mais de 20 anos de experiência. Vão-te todos dizer o mesmo, que a zona de perigo está quando deves mais de metade do valor de todo o teu património. Acho que o problema reside naquilo que estamos a falar aqui. Eu não estou a falar em construir uma casa do zero e ter de esperar até a vender, a pagar o IMI, a pagar o empréstimo de a construir, isso é uma maçada, graças a Deus quando eu era criança o meu pai não ficou nisso durante muito tempo. Estou a falar em rentabilizar enquanto não está vendido, o que não vejo que seja muito diferente de um jogador de futebol. Se estivermos a falar no meu caso, que tenho terrenos que não os vendo porque não tenho comprador ao preço certo e que ando a pagar IMI deles todos os anos, aí tens um investimento parado, se estiveres a dever dele ao banco podes ter a certeza que estás a perder dinheiro, felizmente não é o meu caso.

    Neste meio consegues ter mais problemas com as finanças do que propriamente com o banco a fazer como estou a falar.

    Uma cadeia de supermercados é completamente diferente pelo produto que vende. Devem de usar o empréstimo para fazer o supermercado, aí talvez.
     
    #2066 João Rodrigues, 9 Jan 2018
    Última edição: 9 Jan 2018
  7. MISTICAPORTISTA

    MISTICAPORTISTA Portista Divino

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    Obviamente que o imobiliario n se pode comparar com o futebol.
    O Imobiliario vive a custa de credito desde a sua base(precisa de muita alavancagem) e precisa da especulação para funcionar.
    Tal como o mercado de accções.

    O futebol tem um perfil mais parecido com uma industria transformadora embora seja gerido de forma transviada.

    Passo a explicar:
    A industria transformadora obtem o Valor Acrescentado através de produto acabado.
    O investimento é feito em materia prima e na maquinaria(activo fixo tangivel) para ajudar no processo.

    O futebol tem uma estrutura identica o Valor Acrescentado é o espetaculo que produz(o jogo)

    O investimento não tem o conceito de materia prima mas tem os passes dos jogadores que são activo fixo intangivel.

    Na industria transformadora a maquinaria(activo fixo tangivel) tem desgaste e é feita uma depreciação(amortização) que é estabelecida por lei e uma alienação(venda) dessa maquinaria não é comum. As maquinas ficam na fabrica até serem depreciadas a zero e substituidas por outras.
    Quando existe alienação o preço de venda é muito inferior ao preço de compra como é logico.

    No futebol a estrutura é igual existe a depreciação do passe( normalmente valor de aquisição é dividido pelo numero anos de contrato) mas o conceito de desgaste não existe, existe o conceito de desenvolvimento/regressão

    Ou seja o jogador valoriza ou desvaloriza em termos de mercado conforme o rendimento apresentado embora patrimonialmente e legalmente o jogador desvalorize sempre

    Esta ligeira nuance altera toda a forma como os clubes são geridos porque as pessoas acham que é exequivel desiquilibrar a balanca dos custos em relação a receita e que alienação de passes tapa os buracos todos.

    Qd corre bem tudo funciona, o equilibrio é tenue e a margem de erro é baixa mas passa.

    Qd os jogadores começam a falhar e não tem a qualidade necessaria(como maioritariamente aconteceu nestes 4 anos) o desiquilibrio é uma bola de neve que toda gente viu: a divida financeira duplicou, o passivo financeiro aumentou 80% e precisamos de intervenção externa.

    Uma boa gestão tem de se preocupar sempre no equilibrio financeiro da actividade(receita operacional- custos operacionais) e não fazendo conta com receita extraordinaria(venda de passes de jogadores) portanto fica claro que o FCP não tinha nenhum mecanismo de contenção de danos se as coisas começam a correr mal.

    O actual estado financeiro do clube resulta de má estrategia e incompetencia
     
    #2067 MISTICAPORTISTA, 9 Jan 2018
    Última edição: 9 Jan 2018
  8. João Rodrigues

    João Rodrigues Portista

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    Sim, entendi em parte o porquê da minha tentativa um bocado idiota de comparar o mercado imobiliário ao mercado futebolístico, não tem grande lógica à partida. O que eu gostava que me ensinassem é como é que os clubes a nível mundial, quase todos eles têm problemas financeiros quando não recebem dinheiro do gás russo ao petróleo Saudita, sendo este um mercado que vende um produto de forma tão cega, quase como a religião católica que vende Deus e não falta quem o compre cegamente/ignorantemente. Porque é isso que é o futebol, o governo chinês não mandou investir no futebol porque acha um jogo bonito, o futebol tem clubes que são marcas analisando a níveis de mercado, mas são quase equiparados a religiões porque vendem um produto que tem consumidores que o compram quase instintivamente. Se olharmos à religião, a história é a mesma, não passa da venda de um produto.
     
  9. MISTICAPORTISTA

    MISTICAPORTISTA Portista Divino

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    Eu digo te o que ia acontecer:

    Clubes iam entrar em incuprimento das suas obrigações, não teriam dinheiro para pagar os salarios que pagam o mercado de transferencias ia baixar de actividade e os preços iam cair a pique.

    Basicamente ia acontecer uma mini recessão que ia penalizar essencialmente os tais clubes dos magnatas e todos os clubes da classe media da europa com as finanças desiquilibradas.

    Ia ser um ajuste terrivel.

    Uma actividade economica para a qual é atirado dinheiro a fundo perdido gera uma bolha financeira(empurra salarios e movimentações de dinheiro crescentes) .

    Quando essa bolha rebenta como a actividade economica na realidade n gera riqueza efectiva suficiente para manter esse nivel salarial e de endividamento é como um castelo de cartas.

    Vivemos numa era em que a actividade economica do futebol vive em permanente alavancagem economica e isso manda a inflaçao la para cima.

    Qd os magnatas decidirem que n querem mais convem ter as contas bem equilibradas com margem de manobra senão coisas muito más podem acontecer
     

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